O presidente da AMB, desembargador Cláudio Baldino Maciel, criticou ontem, quarta-feira, a morosidade da Justiça, causada, entre outros motivos, pelo caráter que os processos adquiriram. “O processo, que originalmente deveria ser um meio rápido, ágil, foi transformado quase que num fim em si mesmo”, disse o presidente.
   As críticas foram feitas durante palestra de Maciel na Jornada Jurídica promovida pela Auditoria da Quarta Circunscrição Judiciária Militar, em Juiz de Fora (MG). O evento, que começou ontem, se estende até sexta-feira.
   A lentidão com que se arrastam os processos, segundo o desembargador, não é algo casual. “Há interesses econômicos por trás disso. Hoje, dever em juízo é um ótimo negócio, porque os juros estão muito mais abaixo dos de mercado e ainda há a possibilidade de fazer um acordo vantajoso, ao final de dois ou três anos”, disse.
   A AMB desenvolve uma campanha com o objetivo de levantar sugestões dos magistrados para dar mais agilidade e efetividade à Justiça brasileira. A entidade já reúne propostas, que devem ser discutidas no XVIII Congresso Brasileiro de Magistrados, que se realiza em Salvador, de 22 a 25 de outubro.

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