“A reforma da Previdência é o atendimento aos interesses de grandes empresas transnacionais”. A avaliação é do presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, desembargador Cláudio Baldino Maciel, e foi feita na noite desta quarta-feira, dia 22, na abertura do I Congresso Nacional de Pensionistas da Magistratura, que se realiza em Belo Horizonte.
        Segundo o presidente da AMB, as pressões do mercado internacional têm pautados as ações do Executivo e do Legislativo. “O Legislativo e o Executivo foram capturados pela economia. Nada contra os economistas, mas a economia trata de resultados, enquanto a Justiça trata de princípios”, disse Maciel.
        O Congresso de Pensionistas vai até a próxima sexta-feira, dia 24, reúne cerca de 200 participantes e tem o objetivo de discutir os impactos da reforma da Previdência.
         A diretora de Pensionistas da AMB, Eneida Terezinha Barbosa, reclamou do que considera atos de autoritarismo do Executivo, como as tentativas de controlar o Judiciário e a imprensa, além de restringir o poder investigatório do Ministério Público. “Onde está a democracia?”, indagou. Eneida Barbosa reclamou também de “forças políticas que influenciaram na decisão do STF” quanto à taxação dos inativos. E questionou: “pagaremos os 11% para quem?” Eneida Barbosa pediu o apoio dos magistrados para o pagamento dos precatórios e para o pagamento integral das pensões.
         Também participaram da solenidade de abertura o presidente da Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis), Carlos Levenhagem, o presidente da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul, Carlos Rafael dos Santos, o presidente da Federação Latino-americana de Magistrados, Guinther Spode, e o presidente do Tribunal Militar de Minas Gerais, Jair Cansado Coutinho, entre outras autoridades.

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