A presidente do Fórum Nacional de Juizados Especiais e integrante da Comissão Legislativa da AMB, Sandra Silvestre, embarcou para o Timor Leste no início desta semana, em missão oficial das Nações Unidas para participar da reconstrução do Poder Judiciário do país.
     Junto com três magistrados de Portugal, a juíza brasileira, de Rondônia, julgará crimes contra os direitos humanos e trabalhará ainda, na formação de juízes locais, além de contribuir no planejamento de reestruturação do Judiciário timorense.
     Desde que o Timor Leste se tornou independente, em 2000, outros dois magistrados brasileiros já integraram missões oficiais da ONU, tomando parte nos chamados painéis (tribunais) de crimes contra os direitos humanos, que julgam os abusos cometidos pelo exército da Indonésia em 1997 e 1999.
     A missão de Sandra, junto com os colegas portugueses ao longo de um ano, será julgar os crimes que ainda não foram julgados por seus predecessores nas missões da ONU, bem como instruir estudantes e advogados timorenses ao ingresso na magistratura.
     Com a destruição do país em 99, depois do plebiscito que votou pela independência da Indonésia, o Timor Leste prescinde de estrutura judiciária – o único tribunal existente funciona na capital Dili – e de uma carreira de magistratura devidamente estruturada.


 

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