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“Eu fui agredida muitas vezes e quase morri”, desabafa Luziene Medeiros, juíza do TJ-MG

| Ascom AMB

Conheça o 4º episódio da série em comemoração a semana da mulher “O nosso caminho é feito de Força”

As lembranças do passado contrariaram o destino de Luziene Medeiros que teve final feliz, após sobreviver à violência doméstica durante 12 anos no primeiro casamento. Ela ainda tem sequelas das agressões físicas e rompe com a defraudação emocional causada pelo então marido. A sua história vai à contramão das estatísticas que mostram o fim trágico de muitas vítimas que não conseguem se desvencilhar dos algozes. Para se ter ideia, em 2019, em média três mulheres foram mortas por dia. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

“Ele me depreciava bastante. Dizia que eu só servia para esquentar barriga no fogo e esfriar no tanque. Sofri muitas humilhações e cheguei a passar necessidade financeira. Mas venci o medo e reconstruí minha vida”, recordou.

Quando casada com o agressor, ela decidiu fazer faculdade de Direito na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) em Minas Gerais. Ela conta que o então marido não dava dinheiro para ela comprar os livros acadêmicos. Mas a força de vontade, como mola propulsora, a impulsionou a sonhar por lugares ousados – a magistratura.

“Ele me dizia que eu seria uma advogadazinha medíocre. Mas eu dizia a ele que chegaria um dia que ele iria pedir uma audiência para falar comigo”, lembrou. O destino selou as palavras de Luziene, que tornou-se juíza criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

A resiliência a fez reconstruir a família com um novo marido e dois filhos. Esta é uma emocionante história de quem aprendeu usar a força para construir o próprio o caminho.

Conheça agora o quarto episódio da série “O nosso caminho é feito de força”:


Assessoria de Comunicação da AMB

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