EMERJ apresentará a peça “Por Elas” no Dia Internacional da Mulher

Elenco é composto por magistrados do TJ-RJ; obra homenageia a juíza Viviane Amaral, brutalmente assassinada em dezembro
A fim de provocar a reflexão da sociedade e da comunidade jurídica e cooperar para a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica, a Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj) produziu a peça teatral "Por Elas". O texto é de autoria de Silvia Monte e Ricardo Leite Lopes. O evento também é uma homenagem à juíza Viviane Vieira do Amaral, assinada em dezembro do ano passado na frente das filhas por seu ex-companheiro.
A transmissão será realizada no canal do YouTube da escola nos dias 8 e 9 de março. As datas são icônicas, uma vez que dia 8 é o Dia Internacional da Mulher e em 9 de março será promulgada a Lei do Feminicídio inspirada na campanha Sinal Vermelho, da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A presidente da AMB, Renata Gil, parabenizou a inciativa. "A arte é de grande ajuda para a conscientização da sociedade. Vemos muitas mulheres que leem um livro, veem um filme ou uma novela e se identificam com personagens que estão sofrendo violência e, a partir daí, resolvem pedir ajuda. A arte é uma imitação da vida e uma forma de comunicação efetiva, porque provoca a empatia das pessoas. A Emerj foi genial ao pensar nesse evento", disse a magistrada.
De acordo com a Emerj, a peça teatral aborda a realidade de mulheres brasileiras que sofrem violência na relação com seus parceiros e as dificuldades psíquicas, jurídicas, familiares, sociais e culturais para conseguirem romper com o “ciclo da violência”. O elenco é composto por 11 magistrados do Tribunal do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ):
- Alessandra Aleixo;
- Claudio Anuzza;
- Claudio Dell’Orto;
- Paula Cossa;
- Raquel Gouveia;
- Renata Lima;
- Renato Charnaux Sertã;
- Ricardo Andrade;
- Rosana França;
- Silvana Antunes;
- Simone Costa.
A peça
“Por Elas” exibe ao público um “coro de mulheres” formado por sete atrizes, que espelha tanto o condicionamento do sexo feminino aos estereótipos imputados pelo machismo, quanto a ambiguidade com que a sociedade trata a violência de gênero. Cada uma das sete personagens femininas carrega histórias de outras tantas mulheres brasileiras. A figura masculina, evocada pelas lembranças das mulheres, dá voz a um “coro de homens” que cria diversas situações de insulto, vergonha, desrespeito, humilhação, dor e agressão psíquica e física à mulher. Um grupo de mulheres desconhecidas entre si que, em comum, têm a violência na sua vida amorosa, se reúne para falar sobre suas histórias. Conforme os relatos vão acontecendo, conflitos, preconceitos, dor a própria violência surgem no grupo.
Produzida pela primeira vez em novembro de 2016, “Por Elas” realizou 60 apresentações, entre leituras dramatizadas - em 2016 e 2017 -, temporadas regulares na Sala Multiuso do Antigo Palácio da Justiça - de dezembro de 2017 a agosto de 2018 -, e no Teatro de Arena da Caixa Cultural do Estado do Rio de Janeiro - em dezembro de 2018. O espetáculo já foi assistido por 4.500 pessoas.
Assessoria de Comunicação da AMB com informações da Emerj




