“Barroso ouviu magistrados de todo o país”, afirma presidente da AMB

Frederico Mendes Júnior homenageou o ministro na última sessão do CNJ sob sua presidência e destacou o legado de escuta ativa da magistratura
A diretoria da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) participou, na terça-feira (23), da última sessão plenária presidida pelo ministro Luís Roberto Barroso no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em nome da magistratura nacional, o presidente da entidade, Frederico Mendes Júnior, fez uma homenagem ao ministro e destacou o legado de sua gestão à frente do STF e do CNJ.
“O ministro Barroso foi ao interior do Brasil, esteve em todas as regiões e, com sensibilidade, ouviu aqueles que estão na trincheira, que recebem menos recursos e mais demandas”, afirmou Frederico Mendes Júnior.
Segundo o presidente da AMB, as sugestões apresentadas pelos juízes durante o ciclo de escuta se transformaram em políticas públicas e ações concretas: “O ministro Barroso deu um colorido diferente à magistratura: esteve com os juízes que estão na ponta, que estão começando no Judiciário e perguntou, ouviu e transformou essas sugestões em ações”, completou.
Balanço de gestão e novos lançamentos
Na sessão, o ministro Luís Roberto Barroso apresentou os principais resultados de sua gestão e anunciou novas políticas judiciárias. Entre os destaques, foi divulgado o relatório Justiça em Números 2025, que registrou a maior redução de processos pendentes da série histórica — menos 3,5 milhões em relação a 2023 — mesmo com a entrada de 39,4 milhões de novas ações.
Barroso destacou a produtividade da magistratura brasileira, afirmando que “os juízes brasileiros trabalham de quatro a cinco vezes mais que a média europeia”, e alertou para a “epidemia de judicialização” no país.
Também foram lançadas ferramentas tecnológicas estratégicas, como o Sistema Nacional de Precatórios e RPV (SisPreq), que unifica as informações sobre pagamentos, e a nova versão do Sistema Nacional de Investigação Patrimonial e Recuperação de Ativos (Sniper). O Sniper, que agora integra bases abertas e sigilosas — como RenaJud, AnacJud, SNGB, SERP/ONR e SisbaJud — permite pesquisas patrimoniais integradas e envio direto de pedidos judiciais de bloqueio de bens, ampliando a efetividade das execuções. O sistema foi desenvolvido em parceria com o Pnud e está disponível para magistrados e servidores dos tribunais integrados à PDPJ-Br e ao Jus.br.
Participação da AMB
Além do presidente da AMB, participaram da sessão a vice-presidente Administrativa, Julianne Freire Marques; o vice-presidente de Assuntos Ambientais e Sustentabilidade, Marcelo Pizolati; o conselheiro fiscal, Alexandre Miguel; o secretário-geral, Adriano Seduvim; o assessor da AMB e presidente da Apamagis, Thiago Massad; o presidente da ACM, Hercy Ponte Alencar; e o presidente da Ajuris, Cristiano Vilhalba Flores.
Henrique Bolgue (Ascom/AMB)




