O presidente na AMB, desembargador Cláudio Baldino Maciel, propôs hoje (12/11) ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Nelson Jobim, no encerramento do Fórum de Administração Judiciária em Brasília, que ele seja permanente.
     A idéia é assegurar o debate contínuo de técnicas e métodos de administração em tribunais, varas e cartórios, com o objetivo de agilizar a prestação dos serviços à população. O ministro Jobim concordou prontamente, salientando a necessidade da busca pela eficiência.
    “Um processo só se justifica pela perspectiva de sua eficiência”, disse ele, para quem a credibilidade do Poder Judiciário está embasada neste parâmetro. “Ninguém aplaude a eficiência, pois ela é nossa obrigação, mas todos sentem a ineficiência”, complementou Jobim. 
    Jobim disse que se um dos 96 tribunais brasileiros não funcionar, a impressão que fica é de que nenhum deles funciona. “Se um for ineficiente, isso aparecerá mais que a eficiência de todos os demais”, complementou.
    O presidente do STF fez a conferência de encerramento do Fórum. O evento foi promovido pela AMB e pelo STF, com apoio do Colégio de Presidentes dos Tribunais de Justiça e d Colégio de Presidentes e Corregedores dos Tribunais Regionais Eleitorais.
    O Fórum reuniu por três dias em Brasília 13 presidentes de TJs, mais de 20 presidentes e representantes de TRTs, ministros das cortes superiores, parlamentares, diretores de escolas da magistratura, juízes e juízas de todo o país.
    A iniciativa, inédita na história da AMB e do STF, faz parte da campanha da Associação pela efetividade do Poder Judiciário, que em março passado apresentou 17 propostas ao Congresso Nacional para alterar o Código Civil e agilizar, assim, a tramitação dos processos. Pelo menos 13 delas foram encampadas por senadores e deputados, que as apresentaram na forma de projetos de lei. 
    O foco da campanha, agora, é a administração da justiça como um todo. Além do Fórum em caráter permanente, a AMB está lançando no próximo ano, juntamente com a Escola Nacional da Magistratura e a Fundação Getúlio Vargas, um curso de Mestrado em Poder Judiciário, com forte ênfase na gestão de qualidade.

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