Câmara dos Deputados e Senado Federal terão sessões não deliberativas na próxima semana (todos os dias - 13 a 15). Portanto, as votações só deverão ser retomadas na quarta-feira da outra, dia 19/10.
 
 
Líderes discutem acordo para votações na próxima semana
Os líderes partidários se reúnem na próxima quinta-feira (14) para discutir um acordo que assegure a votação das 17 MPs e dos dois projetos com urgência constitucional que trancam a pauta do Plenário. A reunião, convocada pelo presidente João Paulo Cunha, será realizada na residência oficial da Presidência da Câmara, durante um almoço. "Vamos montar uma pauta comum para que a gente avance e também comece a discutir com mais profundidade a reforma política", afirmou João Paulo.
Um dia antes, na quarta-feira (13), João Paulo e o ministro Coordenação Política e Assuntos Institucionais, Aldo Rebelo se reúnem com os líderes da Base Aliada para definir uma estratégia comum entre os partidos aliados.
O presidente da Câmara afirmou que os encontros servirão não apenas para discutir o mérito das medidas provisórias e outras matérias que estão em pauta, mas também para discutir os problemas políticos que estão levando os partidos de oposição a obstruir as votações na Câmara. "Vou usar a semana para conversar com os líderes, localizar quais os problemas, individuais e coletivos, e discutir o mérito das matérias, para que na outra semana a gente tente votar algumas propostas".
Entre as propostas discutidas, estão, além das MPs, projetos como o da Reforma Política; o projeto de lei sobre biossegurança; a proposta da Lei de Falências e o projeto que trata das agências reguladoras.


Solução de conflitos
Na manhã de sexta-feira, dia 8/10, João Paulo reuniu-se com líderes da base aliada para iniciar as articulações políticas. "Expressei a minha preocupação com o tamanho da pauta e os desafios que estão colocados para nós. Pedi empenho para se seja construída uma unidade entre os partidos da base", afirmou.
O presidente da Câmara disse que o ritmo lento desta semana, em que foi apenas uma das MPs que trancam a pauta, já era esperado. "Até agora, o resultado da eleição não tem atrapalhado, porque a primeira semana, evidentemente, tem uma característica histórica de dificuldade de funcionamento, mas estou tentando trabalhar para que não persistam esses problemas".
João Paulo alertou, entretanto, para a necessidade de se superar as divergências partidárias e políticas que tenham surgido em função da corrida eleitoral. "É claro que todo processo eleitoral deixa mágoas e alegrias, mas a eleição municipal não pode atrapalhar o funcionamento da Câmara, apesar de vários deputados voltarem de suas cidades magoados".

Reforma política
Na reunião com os líderes da base aliada, da mesma sexta-feira, João Paulo afirmou que os deputados manifestaram a preocupação de que a discussão da Reforma Política seja retomada. Ele disse que a necessidade de se mudar as leis eleitorais ficou mais evidente, depois do último pleito. "Todo mundo que participa de campanha eleitoral está vendo que esse sistema é insuportável. Está fadado ao fracasso e a elitizar cada vez mais a política".
O presidente da Câmara explicou que, em função do custo das campanhas eleitorais, as pessoas estão perdendo o acesso à política. "Os trabalhadores, as pessoas pobres do Brasil vão deixar de ter assento no nosso Legislativo, porque campanha será para gente rica". João Paulo também criticou o sistema atual, que privilegia o candidato e não o partido. "É sempre muita fisiologia e muitas pessoas independentes e desligadas de partidos e programas. Isso não faz partido forte nem programático. A realidade está impondo a Reforma Política”, argumentou.

Combate à corrupção
João Paulo lembrou que, entre os temas que serão abordados pela Câmara na Reforma Política, estão o financiamento público de campanha e a votação pelo sistema de listas fechadas. "Tem que garantir a fidelidade, a votação em lista, o financiamento público, para que a gente acabe com a corrupção no Brasil e tenha partidos fortes e ideológicos, para que a democracia brasileira seja aperfeiçoada".
João Paulo Cunha alertou que as discussões sobre as mudanças na lei eleitoral começam já na próxima semana, e que todas as propostas que estão tramitando na Casa sobre o assunto serão analisados conjuntamente, incluindo a que unifica as datas das eleições gerais e das eleições municipais.

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