Os participantes do I Congresso Nacional de Pensionistas da Magistratura, que se encerra hoje em Belo Horizonte, aprovaram declaração onde repudiam “a inconstitucional redução do valor das pensões das futuras pensionistas” e condenam “o estabelecimento de contribuição previdenciária para pensionistas e aposentados, tendo em vista tratar-se de verdadeiro confisco, já que não oferecerá nenhuma contrapartida aos respectivos contribuintes”.

O evento começou na quarta-feira, dia 22, com a participação de cerca de 180 pensionistas e aposentados de diversos estados, reunidos com os objetivos de discutir os impactos da reforma da Previdência e aprofundar a organização desta área nas associações de

magistrados do País.

Leia abaixo a íntegra da “Carta de Belo Horizonte”:

 

As pensionistas da Magistratura Brasileira, reunidas no I Congresso Nacional convocado pela Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB – em Belo Horizonte/MG, vêm a público para:

 

  1. REPUDIAR a inconstitucional redução do valor de pensões das futuras pensionistas, bem como CONDENAR o estabelecimento de contribuição previdenciária para pensionistas e aposentados, tendo em vista tratar-se de verdadeiro confisco, já que não oferecerá nenhuma contrapartida aos respectivos contribuintes;
  2. EXORTAR todas as associações de juízes a prestarem apoio efetivo às necessidades e reivindicações das pensionistas de magistrados, assegurando a estas os mesmos direitos e benefícios que seus cônjuges usufruiriam se vivos fossem.
  3. DEFENDER o pagamento integral e a paridade entre pensionistas e aposentados pelos cofres do Poder Judiciário, e nas mesmas datas dos efetuados aos juízes da ativa;
  4. PROPUGNAR pelo imediato pagamento dos precatórios em atraso, e DENUNCIAR a exploração praticada por alguns agentes inescrupulosos que, aproveitando-se de dificuldades pontuais dos beneficiários, vêm promovendo o aviltamento dos valores daqueles precatórios, adquirindo-os por preço vil;
  5. CONCLAMAR as direções de associações a integrarem as suas pensionistas à vida associativa e estimulá-las àquela convivência e a exigirem sua valorização, sendo acolhidas e reconhecidas inclusive na condição de associadas.

Belo Horizonte, 25 de setembro de 2004.

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