“Em quatro meses, foram realizadas mais de 360 mil videoconferências pela plataforma webex”, anuncia Toffoli

No webinário “Trabalho remoto no Judiciário: resultados do uso da plataforma webex” realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nesta sexta-feira (7), o presidente Dias Toffoli afirmou que entre 1º de abril e 4 de agosto, foram realizadas mais de 360 mil videoconferências, a maioria concentrada em audiências e sessões de julgamentos. A presidente da AMB, Renata Gil, participou do evento.
“O objetivo é demonstrar o valor da utilização da solução Cisco – Webex no ambiente dos tribunais e indicar caminhos para o futuro do trabalho remoto no Judiciário brasileiro”, disse Toffoli.
O presidente do CNJ destacou que em 31 de março deste ano, por meio da Portaria 61/2020, o órgão institui a plataforma emergencial de videoconferência para realização de audiências e sessões de julgamento nos órgãos do Poder Judiciário durante a pandemia do novo coronavírus. “A transformação digital entrou no cotidiano do Judiciário brasileiro. Destacamos o volume impressionante do trabalho da Justiça Estadual”, pontuou.
A presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Maria Cristina Peduzzi, disse que a corte encerrou o primeiro semestre com elevação de 2% no número de processos julgados e 12% no volume de julgamentos em sessão, comparando o mesmo período do ano passado.
Dados
Sobre as salas virtuais de reunião, uma comparação entre os ramos da Justiça mostrou que os Tribunais de Justiça saíram na frente na quantidade, com 13.689. Nos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) foram 4.871 e, em terceiro lugar, os Tribunais Regionais Federais (TRFs), com 1.361.
Quanto ao volume de encontros, a Justiça Estadual foi o segmento que ficou em primeiro lugar. Em seguida, a Justiça do Trabalho e, após, a Justiça Federal.
Durante a apresentação, as conclusões apresentadas indicaram que os juízes tornaram-se protagonistas no processo de transformação digital, tendo em vista que 80% da utilização têm sido para atos conduzidos por magistrados. Além disso, os recursos de tecnologia deverão ser compreendidos como ferramentas estratégicas. A tecnologia não representa oposição à humanização, ao contrário pode ser utilizada para reforçá-la, e por fim, a transformação digital é uma realidade irreversível do Judiciário. Ela começou muito antes da pandemia e continuará por muito tempo.
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