O presidente da AMB, Cláudio Baldino Maciel, afirmou hoje pela manhã, ao abrir o seminário “Reforma do Poder Judiciário” em Porto Alegre, que ela deve ser feita com base científica e planejamento de longo prazo, sem se resumir a partir da correção de casos isolados de juízes acusados de corrupção.
   Maciel debateu o tema com o representante da Secretaria Nacional de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, Pier Paolo Bottini, e com a presidente da Associação Nacional de ONGs (Abong), Lia Cavalcanti.
   O representante do Ministério da Justiça disse que a reforma do Judiciário envolve todo o sistema jurídico nacional, inclusive a participação do Poder Executivo que, no seu entender, precisa ser revista nesse contexto, pois ele é responsável, como réu ou demandante, por cerca de 80% dos processos em andamento na justiça brasileira.
   Para a presidente da Abong, a sociedade precisa repensar temas como educação, saúde, trabalho, e alimentação como direitos do cidadão a serem assegurados pelo Estado.
   O seminário é uma promoção do Instituto de Acesso à Justiça e se estende até amanhã (3ª feira, dia 25/11).

 

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