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Sinal Vermelho levou discussão sobre violência doméstica a outro patamar”, diz Margareth Senna

Captura de tela da live Phomenta sobre violência doméstica | Ascom AMB

Advogada é voluntária em ONGs e no Instituto Maria da Penha

A advogada Margareth Senna avaliou que a campanha Sinal Vermelho “levou a discussão sobre a violência doméstica a outro patamar”. A afirmação foi feita durante uma live com a presidente Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Renata Gil, na noite desta quarta-feira (16). A transmissão ao vivo foi promovida pela Phomenta, que tem como objetivo apoiar Ongs brasileiras. Margareth é voluntária nas Ongs Tamo Juntas e Coletiva Mana a Mana e no Instituto Maria da Penha.

“Junto com a campanha Sinal Vermelho todo mundo que trabalha com violência de gênero ou as próprias organizações que são vistas como feministas nas redes sociais começaram a ter um aumento muito grande de orientação e de informação. Agora todo mundo está de mãos dadas com o objetivo de orientar as mulheres sobre o que fazer neste momento”, afirmou Margareth.

Renata Gil disse que a campanha Sinal Vermelho é mais uma dentre outras iniciativas importantes. “A Justiça brasileira já faz um trabalho espectacular por meio juízas de violência doméstica por meio do Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher (Fonavid) e do Colégio de Coordenadores da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário Brasileiro (Cocevid)”, disse.

A magistrada também reforçou a importância das mulheres conhecerem os vários tipos de violência doméstica para que saibam se defender. “São várias as formas: tem a violência física, psicológica, aquela que é manipulada por dinheiro, por causa dos filhos…”, afirmou. “Eu me deparei com mulheres que não sabiam que estavam sendo agredidas. Quando a violência é física é mais fácil perceber, mas se o homem joga a comida que você fez fora, diz que você não faz nada direito ou te agride verbalmente, você está sendo violentada”, completou a magistrada.

Segundo Renata, durante a implantação da campanha Sinal Vermelho, chegaram muitas histórias sobre mulheres que não tinham o direito nem de escolher o que comer, o que vestir e como gastar seus salários.

“Eu vi casos absurdos de mulheres que o marido ia pra rua, para o bar, para festas e chegava em casa com vontade de contaminá-la com a Covid-19. Tem homem que proíbe sua parceira até de usar álcool em gel”, contou a presidente da AMB. “Nós precisamos enfrentar o dilema de ter boas leis, Ongs comprometidas, uma Justiça que funciona bem sobre o assunto e mesmo assim ter tantas mulheres morrendo dentro de casa. Precisamos de uma estratégia nacional de combate a violência contra a mulher”, afirmou Renata que em agosto entregou ao Ministério da Justiça uma proposta de criação da estratégia nacional de combate à violência contra a mulher.

Sinal Vermelho

O pedido de ajuda é muito simples: basta a vítima fazer um X vermelho na mão e mostrar a um atendente de farmácia. Ele tomará as devidas providências e chamará a polícia.

“Em um primeiro momento da campanha, nossa ideia era salvar vidas. Mas percebemos que a campanha na verdade serviu como libertação, eu ouvi muitas histórias de mulheres que estavam em cárcere há anos e que conseguiram pedir ajuda”, disse Renata.

Assista ao vídeo completo:

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