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Sinal Vermelho: AMB conclama polícias de MG a atuarem de forma integrada

O 2º Seminário Integrado de Prevenção à Violência Doméstica, realizado virtualmente nesta sexta-feira (17), pela Secretaria de Estado de Justiça e.Segurança Pública (Sejusp) e polícias militar e civil de. Minas Gerais, deu destaque à campanha Sinal Vermelho contra a violência doméstica como eixo de ação a ser adotado no enfrentamento a esse crime. A presidente da AMB, Renata Gil, estava presente e conclamou os órgãos envolvidos a atuarem em parceria com a Associação nessa iniciativa.

A dirigente explicou o funcionamento da campanha promovida pela AMB e pelo.Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na qual as vítimas apresentam um sinal vermelho na mão ao atendente de uma farmácia para o acionamento das autoridades. Em seguida, ela solicitou aos oficiais presentes três importantes medidas: priorizar o atendimento às vítimas (conforme rege a Lei 14.022); não conduzir os atendentes das farmácias à delegacia, pois eles não seriam testemunhas, mas comunicantes; e que, ao final de cada ocorrência, seja registrado o nome da campanha, para que sejam quantificados os casos e construída uma base de dados.

Em seguida, enfatizou que o trabalho integrado, a partir de uma rede de proteção em todo o.Brasil, é essencial para a obtenção de bons resultados. “Essa integração só será possível mediante a uma estratégia nacional de combate à violência contra a mulher”, disse. “É necessário que nós, responsáveis e integrantes do sistema de Justiça, estejamos frente a frente, adotando boas práticas de outros estados e pensando coletivamente em outras que serão bem-sucedidas.”

Ao finalizar, Renata Gil enalteceu os números positivos alcançados no estado, que significam “o salvamento de vidas”. De acordo com a Secretaria de estado, de janeiro a julho de 2019, houve 75 mil casos de violência contra a mulher, e no mesmo período deste ano, 70 mil (7% a menos). Em referência aos crimes de feminicídio nos mesmos meses, em 2020 foi obtido um decréscimo de 16%.

Minas Gerais

Presente no evento, o governador Romeu Zema falou sobre as atividades do estado nesse âmbito. “Temos de disponibilizar, via estado, todas as ferramentas para reduzir o problema. Temos tomado importantes medidas, como a Delegacia Virtual, o aplicativo.MG Mulher e o treinamento e conscientização dos profissionais da área de.Segurança”, relatou.

Além das iniciativas citadas por Zema, Minas Gerais conta com o Núcleo.Especializado de Investigação de Feminicídios, que tem o objetivo de dar mais agilidade e eficiência às investigações; 71 Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deams); unidades da Polícia Civil voltadas ao atendimento humanizado das vítimas; e o programa multidisciplinar “Dialogar”, que oferece oficinas de reflexão e responsabilização do investigado, entre outras.

O coronel Rodrigo Sousa Rodrigues, comandante-geral da PM, contou que para a obtenção de índices cada vez melhores, a corporação atua de forma preventiva junto a interventores já registrados. “Antes de o fato acontecer, já temos um protocolo gerado a partir de visitas que têm o caráter de orientação e direcionamento. A ideia é que sejam tomadas medidas para que aquelas mulheres não venham se tornar vítimas”, revelou. Segundo ele, entre 2019 e 2020, foi possível prevenir o crime em 99% das ocasiões.

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