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Saiu na mídia: resgate de juízas afegãs é destaque no Fantástico

Ação humanitária da AMB resgatou 26 pessoas, entre Magistradas e seus familiares

 

 

O programa Fantástico da Rede Globo, destacou a operação de resgate às juízas afegãs e familiares, promovida pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). A reportagem especial , transmitida no último domingo (28), relata o drama vivido pelas magistradas que condenaram membros do Talibã.

Após a conquista do grupo fundamentalista, diversas juízas afegãs se encontraram em situação de perigo. O Talibã impede as mulheres de estudar, de ocupar cargos públicos e de andar na rua sem a escolta de um homem da família. Assim, mais de 250 magistradas pediram asilo humanitário ao governo brasileiro.

A reportagem entrevistou duas magistradas afegãs, que não foram identificadas por questões de segurança. Elas contaram sobre os dias que passaram escondidas até serem resgatadas com o apoio da AMB para deixar o Afeganistão com suas famílias.

Ao tomarem a capital do país, os talibãs abriram as prisões, liberando muitos integrantes do grupo que foram condenados por juízas afegãs. “Quando eles tomaram Cabul, começamos a nos esconder. Especialmente quando eles invadiram a Suprema Corte, porque as nossas fotos e endereços estão registrados lá”, contou uma das entrevistadas.

A matéria destacou o papel da Associação Internacional de Juízas e da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) em acompanhar o deslocamento e garantir o resgate das magistradas afegãs e de seus familiares. “Eu só fui informada do dia em que elas partiriam e em qual companhia aérea chegariam e eu as aguardei durante três dias, em voos distintos”, contou a presidente da AMB, Renata Gil.

Assista à integra
(https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2021/11/28/fui-da-primeira-geracao-de-juizas-agora-acho-que-tudo-acabou-diz-magistrada-afega-refugiada-no-brasil.ghtml)

Nós por Elas
A campanha “Nós por Elas” foi criada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) para recolher fundos para a manutenção das juízas afegãs e de seus familiares. Já desembarcaram 26 pessoas no total, entre adultos e crianças. É provável que mais refugiados obtenham o visto nos próximos meses. As missões de resgate ocorrem em sigilo, por questões de segurança.

As juízas afegãs e suas famílias vieram para o Brasil por intermédio de uma portaria interministerial que autorizou o ingresso após intenso trabalho da AMB. Elas corriam risco de vida no Afeganistão: em primeiro lugar, em função da condição de gênero, já que mulheres não podem trabalhar conforme a lei islâmica imposta pelo Talibã; e, em segundo lugar, porque julgaram e condenaram membros do grupo.

No Brasil, todos já assistem a aulas de português, ministradas por professores da Universidade de Brasília, e desfrutam de atendimento psicológico e de assistência social.

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