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Renata Gil compartilha experiências sobre a comunicação da mulher na magistratura

O diretor do Instituto Verbalize, Diogo Póvoa, e a presidente da AMB, Renata Gil | Ascom AMB

“Cada um que pretende encontrar seu lugar neste mundo competitivo deve se preparar para falar em público”, afirmou a presidente da AMB”

A presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Renata Gil, conversou na noite desta terça-feira (15) com diretor do Instituto Verbalize, Diogo Póvoa, sobre a comunicação da mulher na magistratura e nos ambientes jurídicos. Renata é juíza há 22 anos e foi a primeira mulher a assumir a presidência da AMB.

“Comunicação é tudo quando há relações humanas a serem tabuladas. Na Justiça não é diferente. Quando você pretende que o que você fala seja compreendido pelo juiz ou pelo promotor que vai avaliar o caso, precisa expor a ideia da melhor forma possível para que a ela seja concretizada”, disse. Segundo a magistrada, a comunicação começa no primeiro contato entre as partes e vai até o juiz.

Renata Gil lembrou que se comunicar não é apenas falar. “Às vezes recebemos peças processuais e petições onde não conseguimos compreender o que o advogado ou a parte está pedindo”, disse. “É muito importante que em determinada parte da sua peça jurídica você diga exatamente o que você quer e também na fala, quando você fizer a sustentação, você ressaltar exatamente o que você pretende”, concluiu.

Segundo a magistrada, a objetividade é essencial. Diogo concordou com Renata e ressaltou: “não é preciso falar difícil para falar bem. As palavras difíceis não comunicam aquilo que você pensa e quer. Elas te distanciam do julgador”.

O diretor do Instituto Verbalize instruiu que o magistrado conheça o público com quem está falando para entender qual é a melhor maneira de se comunicar.

Ao ser questionada sobre o maior erro e o maior acerto dos advogados nas audiências, Renata Gil apontou a falta de respeito como o maior erro e o conhecimento do advogado sobre o processo e o cliente como o maior acerto. “Eu noto claramente quando o advogado não conhece o processo e começa a constranger o cliente e aí eu sou obrigada a colocar ordem naquela situação”, disse.

Por fim, Renata Gil disse que as faculdades precisam treinar melhor seus alunos para que eles falem em público. “A oratória é importante em qualquer profissão. Quando você tem que expor seus projetos você vai ter que falar. Então, eu acho que cada um que pretende encontrar seu lugar neste mundo competitivo deve se preparar para falar em público”, disse.

Assista ao vídeo completo aqui:


* Assessoria de Comunicação da Associação dos Magistrados Brasileiros

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