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“Quando colocarmos as mulheres que querem fazer política dentro da política, a gente vai ter, inclusive, uma legislação diferente,” Renata Gil em live sobre participação feminina nos Poderes

Resquícios do patriarcado. Educação escolar e familiar. Legislação. Período Eleitoral e Fakenews. Esses foram alguns dos temas magistralmente levantados pelo ministro Salomão em Live sobre participação feminina na política.

Realizada nesta sexta-feira (14), às 18h, pelo Centro de Pesquisas Judiciais da AMB, a Live exibida no Canal YouTube da AMB, projetou as principais reflexões das participantes Renata Gil, presidente da AMB; Bruna Rodrigues, juíza do TJCE; Tábata Amaral (PDT-SP), deputada federal; e Aline Osório, secretária-geral TSE, sobre a inclusão feminina nos Poderes.

“A sociedade ainda pratica o pensamento patriarcal dentro de casa. Eu tenho dois filhos: um menino de 16 e uma menina de 14. Eu boto os dois sentados na mesa para discutir os assuntos todos. O futuro do país, eles é quem vão construir, então o gargalo para mim é também educacional,” afirmou Renata Gil, apoiada pelas demais entrevistadas, especialmente Tábata Amaral que relembrou estar em seu segundo ano de mandato, realizando um sonho, somente porque lhe foi possível a “liberdade de escolha,” diante dos estudos.

“Segundo o IBGE, a população feminina representa 53% do Brasil. Somos a maioria e temos uma sub-representatividade”, disse a juíza Bruna Rodrigues. Renata Gil elogiou as reuniões para incentivar a candidatura de mais mulheres, realizadas pela colega na zona eleitoral do interior do Ceará. “O papel do juiz contemporâneo não é encastelado, mas esse: estar junto à sociedade,” apontou.

Já o ministro Salomão ressaltou que o atual momento retrata, ainda, os primeiros passos rumo à igualdade de participação. Para Renata Gil, é preciso que os partidos políticos também se movimentem para envolver mais mulheres de cidades pequenas ou capitais na discussão: “quando colocarmos as mulheres que querem fazer Política dentro da Política, a gente vai ter, inclusive, uma legislação diferente, uma pauta feminina que precisa avançar.”

As participantes também concordaram unanimamente com a colocação da representante do TSE, Aline Osório, sobre não haver, todavia, oportunidades em pé de igualdade para ambos os sexos, até mesmo quando o assunto é fakenews, “a desinformação reforça os estereótipos de desigualdade”.

Renata Gil frisou a característica temporal e evolutiva acerca do tema principal da Live: “há 5 anos esse assunto não era sequer discutido, mas hoje posso dizer: onde passei, os grupos diziam que queriam ver uma mulher representar a AMB”, relembrou a primeira mulher a tomar posse, em 2020, da presidência da maior associação de magistrados da América Latina.

Antes de encerrar a Live a deputada federal Tábata Amaral concluiu “quando eu pensar em magistratura, agora terei vocês como referências” e a juíza Bruna relembrou: “é preciso lutar, sim, mas não só por mais mulheres na política como mais mulheres negras na Política e no Judiciário.”

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