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Projeto Maria da Penha vai à Escola divulga lei nas escolas públicas do DF

Crédito: Divulgação/TJDFT

A juíza Fabriziane Zapata e o juiz Ben-Hur Viza, do Núcleo Judiciário da Mulher (NJM) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), coordenam o Projeto Maria da Penha vai à Escola (MPVE), projeto criado em 2014 que promove e divulga a lei nas escolas públicas do DF. Os profissionais da educação (gestores, orientadores educacionais e equipes pedagógicas e professores) participam de formações com atores do sistema de Justiça, incluindo equipes psicossociais, para que estejam aptos a lidar com as situações de violência que possam ser reveladas.

Segundo ela, a violência contra a mulher tem uma de suas bases calcada no machismo, por isso o projeto busca prevenir esse problema social e cultural trabalhando com uma geração em fase de formação (crianças e adolescentes), de modo didático e pedagógico. “O objetivo é desnaturalizar a violência a que crianças e adolescentes estão submetidos em casa e nas ruas. A educação é um caminho essencial para a mudança de comportamento. O machismo tem ceifado ou subjugado vidas de forma violenta e injustificável”, avalia. O projeto já atingiu 10 Coordenações Regionais de Educação, capacitou mais de 580 orientadores educacionais e mais de 430 gestores escolares. Cerca de 1.600 professores e 6.600 alunos participaram de atividades do projeto.

A juíza afirma que a recepção do projeto nas escolas tem sido muito positiva, sobretudo porque o projeto foi e continua sendo construído de forma democrática, sendo a escola uma grande parceira. “O projeto vai ao encontro de uma demanda cotidiana na comunidade escolar e leva um apoio qualificado aos profissionais da escola por sua atuação em rede. As crianças e adolescentes participam ativamente do projeto e discutem o tema com interesse, por meio de práticas dinâmicas, como rodas de conversas, passeatas, cartazes, produção de vídeos, entre outras ações”.
Recentemente, o governo federal, por meio da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), manifestou o interesse de levar a iniciativa para todo o território nacional.

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