Carregando...

AMBBotão Menu

“No DF, a segunda causa de acionamento pelo 190 está relacionada à violência contra a mulher”, ressalta Renata Gil em lançamento da Sinal Vermelho na capital federal

O Distrito Federal é a sexta unidade da Federação a aderir à campanha Sinal Vermelho contra a violência doméstica promovida pela AMB e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O lançamento ocorreu nesta quinta-feira (30), sob a coordenação das deputadas Flávia Arruda (PL-DF) e Paula Belmonte (Cidadania-DF), e com o apoio da Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados.

Em seu pronunciamento, a presidente da AMB, Renata Gil, destacou que no Distrito Federal a segunda causa de acionamento da Polícia Militar pelo 190 está relacionada à violência contra a mulher. A primeira é perturbação da ordem. “A sociedade precisa saber que é o momento de nos unirmos contra esse mal”.

Ao apresentar números nacionais sobre a violência doméstica, a magistrada disse, ainda, que o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking de países mais violentos do mundo contra as mulheres, só ficando atrás de Honduras, Venezuela, Guatemala e Rússia. “Há estados em que os dados são assustadores. No Maranhão houve aumento de 157% de feminicídios e decréscimo de 93% de registro de violência contra a mulher. É claro que as mulheres não estavam conseguindo denunciar e estavam morrendo por isso”, frisou a dirigente da AMB.

A conselheira do CNJ Maria Cristiana Ziouva falou que a próxima fase da campanha será de monitoramento. “Estudamos ampliar para, por exemplo, supermercados, mas isso precisa ser analisado com atenção para não colocar a vida da mulher em risco. Vamos estudar e planejar como será feito, pois a campanha já apresenta resultados positivos”, pontuou.

As deputadas reforçaram a importância da iniciativa e lembraram que a bancada feminina da Câmara dos Deputados aderiu à ação em 2 de julho. “É um orgulho participar, estamos trabalhando arduamente para aprimorar a Lei Maria da Penha e outras leis em parceria com o Judiciário. Estou à disposição para ajudar. Trabalho nessa causa desde 2009”, disse Flávia Arruda, titular da Comissão externa sobre violência doméstica contra a mulher.

Segundo Paula Belmonte, a campanha é simples e extremamente acessível. “É fundamental deixar as mulheres e as crianças em um ambiente seguro não só por um período. É uma semente lançada e acredito que o Sinal Vermelho será mundial daqui a uns anos”, salientou.

Durante a pandemia, as ligações para centrais de denúncia no DF, como o Disque 180 e o 190, cresceram 32%. No entanto, o número de boletins de ocorrência caiu 5%.

Sobre a campanha
Para denunciar uma agressão, basta a mulher desenhar um “X” na mão e exibi-lo a um farmacêutico ou atendente. Assim, a vítima poderá receber auxílio e acionar as autoridades. A ação já conta com a participação de mais de 11 mil farmácias no país.

Confira aqui o site da campanha
Assista aqui a gravação da live

Campanhas e Eventos