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Museu do STF: Dos fatos do passado à projeção do futuro

O espaço da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) no Museu do Supremo Tribunal Federal (STF) ficará marcado na memória da Justiça brasileira. Nesta quinta-feira (2), às 18h, a presidente da AMB, Renata Gil, e o presidente da Suprema Corte, Luiz Fux, inauguram o museu que irá relembrar a história e a estrutura do Poder Judiciário, além da evolução da entidade até os dias atuais.

Ao longo de seus mais de 70 anos de criação, a AMB, maior entidade representativa da magistratura do mundo, com mais de 14 mil filiados, conduzirá o visitante a épocas passadas por meio de quatro painéis, incluindo a trajetória das mulheres, peças e documentos históricos da associação e dos tribunais brasileiros.

Entre os objetos do acervo destacam-se as réplicas das Varas Vermelha e Branca utilizadas no Brasil Colônia, como uma espécie de bastão portado pelos magistrados para abrirem caminhos nas vilas e cidades; a miniatura da  embarcação “Tribuna, a Justiça vem a bordo”, um tribunal móvel pertencente à Justiça Itinerante fluvial amapaense, que atendeu as comunidades ribeirinhas do estado por 12 anos; a Péla de Borracha, onde um seringueiro formulou seu pedido de aposentadoria por ter atuado como soldado da borracha e diversas urnas antigas utilizadas para eleições gerais e escolha de jurados nos Tribunais do Júri.

“A presença da AMB no Museu do Supremo Tribunal Federal mais do que inscrição indelével do movimento associativo na história da República Nacional, marca um processo de resgate na memória da própria Justiça brasileira, sem o qual jamais podemos evoluir enquanto Nação”, ressaltou Renata Gil.

Com 80 m², o espaço da AMB é fruto de um acordo de cooperação para curadoria compartilhada do local junto ao STF, assinado em 5 de agosto de 2020, com patrocínio do Banco Regional de Brasília (BRB). O projeto executivo foi realizado pelo falecido arquiteto Paulo Mendes da Rocha.

 

Novo museu

Localizado no subsolo do edifício-sede, o novo museu não afetou a estrutura nem a forma do prédio histórico. O local foi redimensionado, renovado, aprimorando as condições de espaço, cor e luz, adaptando áreas já existentes.

A primeira exposição – Supremo Tribunal Federal – Do Solar do Lavradio à Praça dos Três Poderes –, reúne o acervo com documentos históricos, como a ata de instalação da Suprema Corte, de 1891, além de registros de julgamentos relevantes, fotografias, mobiliário, obras de arte e presentes protocolares.

 

Solenidade

Em razão da pandemia de Covid-19, o evento de inauguração não será aberto ao público. A cerimônia será transmitida ao vivo pela TV Justiça e pelo canal da AMB e do STF no YouTube. Os visitantes poderão conhecer o espaço remotamente, por meio do link da visita virtual, a ser divulgado após a inauguração.


 

Renata Brandão
*Com informações do STF

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