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Magistrados da Amam entregam 700 cestas básicas em 3 bairros de Cuiabá

| Alair Ribeiro/ Ascom TJ-MS

A Dona Mirtes Generosa da Rosa, 46 anos, é uma das brasileiras que perdeu a renda durante a pandemia e vive dificuldades para fazer uma única refeição por dia. Ela e o marido, também desempregado, moram há três meses no bairro Silvanópolis, que apesar de estar localizado na região do Centro Político e Administrativo da capital mato-grossense não tem rede de água e esgoto, as ruas são sem asfalto. A casa ainda está sendo construída com a ajuda de vizinhos, os tijolos nem receberam reboco e a geladeira está praticamente vazia.

Dona Mirtes Generosa da Rosa, 46 anos | Alair Ribeiro/ Ascom TJ-MT

Na manhã dessa quarta-feira (14), Dona Mirtes e outras 150 pessoas do bairro periférico foram beneficiados com a campanha solidária “Unir para compartilhar”, promovida por juízes e juízas do Poder Judiciário capitaneados (as) pela Associação Mato-Grossense de Magistrados (Amam) para auxiliar famílias carentes impactadas pela pandemia de covid-19. “É um alívio grande receber uma cesta dessa. Nosso bairro é muito carente e muita gente já não tinha nada para comer hoje”, acredita dona Mirtes. “Meu marido está fazendo uns ‘bicos’ e consegue um dinheirinho essa semana a gente consegue até um frango para a mistura. Aqui em casa essa cesta vai render por um mês”, comemora.

| Alair Ribeiro/ Ascom TJ-MT

“Logo no início da pandemia a Amam realizou a distribuição de frascos de álcool em gel e máscaras faciais feita pelos reeducandos do Sistema Prisional”, conta o presidente da Amam, Tiago Abreu. “Nesta segunda onda pensamos em atender a necessidade mais urgente das comunidades carentes. Realizamos a arrecadação de fundos para a compra de 500 cestas básicas, mas nossa expectativa foi ultrapassada e conseguimos adquirir 700 cestas”, completa o magistrado.

Tiago Abreu, presidente da Amam | Alair Ribeiro/ Ascom TJ-MT

A juíza da 11ª Vara Cível de Cuiabá, Olinda de Quadros Altomare Castrillon, coordenou a ação juntamente com as magistradas Celia Regina Vidotti (Vara Especializada de Ação Civil Pública e Popular da Capital) e Ana Cristina Silva Mendes (7ª Vara Criminal de Cuiabá). “Os juízes e as juízas estão inseridos na sociedade e nossa motivação é promover a ação social e atender quem precisa. A carência é enorme e é uma satisfação ver que é possível melhorar o dia de uma família”, declara a juíza Olinda Castrillon.

Juíza da 11ª Vara Cível de Cuiabá, Olinda de Quadros Altomare Castrillon, coordenadora da ação | Alair Ribeiro/ Ascom TJ-MT

De acordo com a juíza Ana Cristina, o judiciário de hoje não se resume a despachos nos gabinetes, os magistrados de Mato Grosso já saíram dos seus gabinetes e tem demostrado preocupação com o que ocorre a sua volta “Temos o olhar voltado para a sociedade da qual fazemos parte, desde ações sociais como esta em que viemos aos locais ou quando decidimos nos processos por restituir o Estado com ressarcimento de valores para serem usados em benéfico das comunidades”, cita a juíza.

Celia Vidotti aponta que os juízes contaram com apoio da sociedade cível para realizar a ação e que a proposta é essa, unir esforços para o bem comum. “O agravamento da pandemia trouxe urgência em fazer algo pelas famílias carentes. Com cada um fazendo um pouquinho, unindo os esforços conseguimos atender 700 famílias de três bairros. E acaba sendo um incentivo para que outros deem sua contribuição”, comenta.

Além de 150 famílias do Silvanópolis, receberam cestas básicas e material de limpeza 320 famílias do bairro Voluntários da Pátria (Região do Pedra 90) e outras 230 do bairro Boa Vista 2 (Região do Cinturão Verde).

O pedreiro Nilson Benedito Silva, 56, que praticamente ficou sem conseguir trabalho nos últimos meses levou os mantimentos na bicicleta dele. Os produtos irão alimentar ele, a esposa e duas netas. “Essa pandemia complicou nossa vida. A cesta chegou em boa hora”, agradeceu.

Nilson Benedito Silva, pedreiro | Alair Ribeiro/ Ascom TJ-MT

A ação contou ainda com apoio da Coordenadoria Militar do Tribunal de Justiça e Regimento de Policiamento Montado/Cavalaria da PMMT.


Fonte: Tribunal de Justiça do Mato Grosso

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