A juíza Keylla Ranyere Lopes Teixeira Procópio utilizou a literatura popular para atingir mais mulheres sobre a importância do combate à violência doméstica

“Quem estava a olhar
no curso da pandemia
as mulheres a se isolar
com os agressores no lar
Sofrendo em silêncio
sem ter por quem clamar?”.

A magistrada Keylla Ranyere Lopes Teixeira Procópio, membro da AMB Mulheres e juíza do Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI), encontrou uma maneira diferente de chamar todos e todas para o combate à violência doméstica. Keylla, que há muitos anos se dedica a escrever cordéis, decidiu utilizar essa forma de literatura popular para divulgar a Campanha Sinal Vermelho durante o 20º Salão do Livro do Piauí, neste dia 10 de junho, data de aniversário da Campanha.

No cordel, a magistrada conta a história da campanha por meio de versos, enaltecendo a liderança da presidente da AMB, Renata Gil, em criar uma forma silenciosa de salvar mulheres vítimas de violência.

“Renata se incomodou
com a situação não se conformou
uma angústia lhe apertou
não sabia ainda o que fazer
mas alguma ideia ia aparecer
pois nada tinha a temer”.

Keylla contou que participou dos bastidores da criação da campanha desde o início e sentiu necessidade de colocar no papel essa história, para que atinja cada vez mais pessoas. “A participação na campanha tornou a escrita mais apaixonada. O cordel também traz uma reflexão sobre a importância da mulher nos espaços de fala”, disse. A magistrada também afirmou que a literatura de cordel ajuda a levar a campanha para todos os públicos.
Já no final do texto, a autora chama as mulheres vítimas de violência a usarem o “x” vermelho quando se sentirem em perigo.

“E, se em apuros se encontrar,
não esqueça da Campanha Sinal Vermelho
o “x” da mão vai alertar
não precisa nada falar
este sinal é um passaporte
que pode lhe livrar da morte”.


Laura Beal Bordin (Ascom AMB)

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