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“Judiciário brasileiro terá de ser criativo e eficiente para dar conta da demanda judicial pós-pandemia”, diz Renata Gil

Renata Gil, presidente da AMB

A presidente da AMB, Renata Gil, participou na manhã desta sexta-feira (31) de um painel sobre os desafios da magistratura frente à pandemia da Covid-19. Para ela, a criatividade e a eficiência serão essenciais para abarcar todos os processos que inundarão o sistema Judiciário.

A magistrada lembrou que o acesso à Justiça ainda é uma dificuldade enfrentada pelos brasileiros. “Percebemos que as defensorias públicas e os serviços de assistência judiciária gratuita não conseguem atingir efetivamente seu público por causa da desigualdade social. O futuro é a criação de mecanismos como a campanha Sinal Vermelho que envolve a sociedade civil com a Justiça e consegue chegar ao seu público”, disse Renata Gil.

Outra solução para conter a tsunami judicial que inundará o sistema Judiciário é o investimento no desenvolvimento de tecnologias para ajudar na transição dos processos físicos para os virtuais.

Noemia Garcia Porto, presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), também participou do painel e mostrou dados da Justiça trabalhista durante a pandemia. De acordo com ela, a magistratura do trabalho produziu mais de 76 milhões de decisões entre sentenças, acórdãos, decisões interlocutórias e despachos. “O nosso processo de adaptação a essa nova realidade desafiou advogados, o Ministério Público e a magistratura. Precisamos reconhecer que a Justiça do Trabalho não parou”, disse.

O debate “I Congresso Digital Covid-19” foi promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que tratou sobre as repercussões jurídicas e sociais da pandemia. Também participaram do painel os desembargadores Eduardo Pugliesi e Ricardo Paes Barreto.

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