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“Ficções” é debatido no 5º encontro do Clube de Leitura da AMB

Próxima reunião está prevista para 27 de outubro. “O Herói Discreto” será a obra analisada

O livro “Ficções”, de Jorge Luis Borges foi debatido no 5º encontro do Clube de Leitura da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). No evento o professor Júlio Pimentel Pinto, mestre, doutor, livre docente em História pela USP e especialista em obras do escritor argentino, foi o convidado para conduzir o debate sobre a obra.

Os textos que compõem o livro “Ficções” confirmam a criatividade de Borges de simular certos dados como se fossem legítimos, o que traz um caráter único. Na obra, os contos do escritor argentino seguem o estilo da literatura fantástica, com estórias fictícias que se revestem de um modo de escrita que nos faria crer que Borges fala de coisas reais. E esse foi um dos aspectos destacados pelo professor Júlio Pimentel Pinto, durante o encontro.

“Borges era um sujeito que acreditava na ficção e traduzia essa crença na universalidade da ficção nos seus próprios textos. Ele vivia num universo ficcional. Ficção era tudo para o escritor. Em um dos últimos anos de vida, Borges ficava irritado nas entrevistas quando era perguntando sobre qualquer coisa que não fosse sobre literatura e em geral dizia a primeira coisa que vinha na cabeça dele, causando certa polêmica”, explicou.

O Mediador do evento, secretário cultural da AMB, Kéops Vasconcelos, também foi um dos que notaram essa característica na obra “Ficções”.

“O que mais chama atenção nos textos do livro é justamente a incerteza se o fato relatado é ou não real. Você não sabe se é um ensaio, uma ficção, uma estória inventada por ele ou se é algo que realmente aconteceu. Essa é uma característica muito interessante que eu notei”, ressaltou.

O professor da USP Júlio Pimentel Pinto também destacou que, além da universalidade da ficção, Jorge Luis Borges traz nos contos do livro outras características que se repetem: a poética da leitura (universo como biblioteca, biblioteca como memória do mundo); a reescritura; a relação com o tempo, enquanto substância formadora das pessoas; a subversão dos gêneros literários; o enigma/mistério; e a característica de criar simulacros nas estórias.

Também participaram do 5º encontro do Clube de Leitura o vice-presidente Cultural e de Tecnologia da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Thiago Brandão, e representantes de associações filiadas e membros do Clube de Leitura da AMB.

Próxima obra

No 6º encontro, o Clube de Leitura vai analisar o livro “O Herói Discreto”, de Mario Vargas Llosa. O debatedor será o jornalista, escritor e palestrante Gabriel Kwak, que ajudará na análise da obra. O evento será no dia 29 de setembro, das 18h30 às 20h. Os interessados em participar do 6º encontro devem fazer a inscrição pelo e-mail: clubedeleitura@amb.com.br

 


 

Carlos Ribeiro (Ascom)

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