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“Eu sou uma mulher preta que veio de uma região periférica que chegou à magistratura”, disse Flávia Martins, juíza do TJSP

| Ascom AMB

Conheça o 3º episódio da série em comemoração a semana da mulher “O nosso caminho é feito de força”

Apenas 18.1% dos magistrados são negros no país. Dentre eles, 1.6% são pretos. Os dados são do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgados em 2018. O racismo estrutural é o grande entrave na jornada das minorias. A juíza Flávia Martins do Tribunal de Justiça de São Paulo faz parte desta estatística. De origem pobre, ela rompeu com as barreiras sociais para chegar à sonhada carreira jurídica.

“A mulher preta e pobre no Brasil enfrenta muitos obstáculos. Mas eu venci pessoas que disseram para mim que pobre não tinha que estudar. Eu venci muitas coisas! Maior desafio que eu venci foi o de não acreditar ou não me deixar derrotar por todas as vezes que alguém me disse qual é o meu lugar, e queria me encaixar naquele lugar que as pessoas gostariam que eu estivesse, majoritariamente, espaços que são hoje relegados às mulheres pretas e pobres na base da pirâmide”, desabafa.

Flávia rompeu com a intimidação social e conquistou vários títulos. Antes de exercer o ofício de magistrada, ela graduou-se em Comunicação Social e Direito. Possui mestrado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2011). Ex- coordenadora adjunta e membro do Comitê Científico do Fórum de Grupos de Pesquisa em Direito Constitucional e Teoria do Direito. Professora universitária com maior atuação nas áreas de Teoria e Filosofia do Direito, Direito Constitucional e Direito Civil. Além disso, Flávia Martins é diretora de Promoção da Igualdade Racial da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

Conheça o terceiro episódio da série “O nosso caminho é feito de força”, com a juíza Flávia Martins do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP).


Assessoria de Comunicação da AMB

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