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ENM conclui curso de Justiça Restaurativa em Curitiba

A Escola Nacional da Magistratura (ENM), da AMB, em parceria com a Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), a 2ª vice-Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) e a Escola da Magistratura do Paraná (EMAP), encerrou, nesta sexta-feira (12), o curso “Justiça Restaurativa: teoria e prática”, em Curitiba (PR).

O curso reuniu juízes de vários estados brasileiros em três dias na capital paranaense, e teve como objetivo capacitar os magistrados a aplicarem ações e políticas que visem à transformação da estrutura do convívio social, inclusive por meio de técnicas dialógicas de resolução de conflitos e de fortalecimento de vínculos comunitários, a partir da Justiça Restaurativa.

O secretário de Justiça Restaurativa da AMB e coordenador da capacitação, Marcelo Salmaso, observou que “o curso, ministrado pela formadora Donna Liette, de Chicago (EUA), reforçou a ideia de uma Justiça Restaurativa, para além de um método de resolução de conflitos, como um convite à mudança dos paradigmas de convivência entre as pessoas, deixando para trás a lógica competitiva para a construção de uma sociedade justa, humana e cooperativa”.

Ele acrescentou que, cada vez mais, os juízes têm ressignificado as suas atuações profissionais e se inspirado nas práticas restaurativas para se tornarem incentivadores e sustentadores da Justiça Restaurativa nas localidades. “A AMB vem atuando intensamente para difundir a Justiça Restaurativa e dar respaldo aos juízes”, finalizou.

Ao longo das 26 horas de aula, foram abordados os princípios e valores da Justiça Restaurativa, os pressupostos da prática circular, os tipos de círculos, seus elementos e como eles são preparados. Tudo de forma teórico-vivencial.

“As técnicas do processo circular são fabulosas e considero que a expectativa que eu tinha em relação à formação se cumpriu”, disse Fabio Eduardo Paixão, juiz da 14ª Vara do Trabalho de Vitória, participante do curso. “Vou conseguir melhorar minha atuação profissional, olhar mais o outro, ser mais acolhedor e tentar descobrir, por traz da tradução do processo, a reparação que as pessoas estão buscando realmente”, completou.

Para o magistrado Rodrigo Rodrigues Dias, coordenador do Comitê, da Justiça Restaurativa do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), “a própria estrutura do curso vivencial, possibilitou que os colegas não apenas conhecessem, como vivessem e potencializassem a Justiça Restaurativa, criando vínculos e permitindo, assim, uma caminhada uniforme e assertiva junto a pessoas que querem fazer uma Justiça diferente”.

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