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Cerimônia de premiação do Ideathon ocorre na próxima semana

| Ascom AMB

As propostas vencedoras serão apresentadas ao CNJ como contribuição da magistratura no combate à violência doméstica

A premiação que irá consagrar projetos que envolvem tecnologia, ciência, inovação e criatividade para ajudar vítimas de violência doméstica, o Ideathon, está marcado para a próxima quinta-feira (06). A cerimônia ocorrerá de maneira virtual e será transmitida pela página da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) no YouTube. Além dos participantes da competição e da comissão julgadora, estarão presentes a presidente da AMB, Renata Gil, e o diretor-presidente do AMB Lab, Ângelo Vittorazzi.

O Ideathon foi idealizado pelo Laboratório de Inovação e Inteligência da AMB (AMB LAB) e apoiado pela empresa Multiplan. A competição nasceu da necessidade de identificar habilidades do Judiciário para enfrentar um gravíssimo problema que acomete o Brasil, a violência contra a mulher. A premiação tem como base o Desafio Meta 5 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, que inclui a efetivação de medidas protetivas da Lei Maria da Penha e a eficiência de trâmites eletrônicos em processos relacionados à violência contra a mulher.

O projeto vencedor deste ano foi o “Protetivas on-line”, desenvolvido pelas magistradas Jacqueline Machado e Helena Alice Machado; Vanessa Vieira, assistente social judiciária; e Anne Klean Mendes, analista judiciária. O tema escolhido foi “A efetivação das medidas protetivas de urgência da Lei Maria da Penha e uma prestação jurisdicional célere”. Em linhas gerais, visa a disponibilizar um formulário eletrônico simplificado de avaliação de risco para solicitação de medidas protetivas de urgência às mulheres em situação de violência doméstica.

O segundo lugar foi para o projeto “Proteção na medida 4.0: inteligência e avaliação de risco no combate à violência doméstica”, desenvolvido pelo juiz Tiago Dias. A funcionalidade principal do software é a gestão de risco e a análise de risco no contexto da violência doméstica.

Em terceiro lugar, ficou o projeto “Dashboard: Ferramenta para fortalecimento da prestação jurisdicional às mulheres em situação de violência doméstica e familiar”, da juíza Taís de Paula Scheer. O sistema pretende auxiliar na melhoria da prestação jurisdicional, tornando-a mais efetiva e adequada aos anseios da mulher em situação de violência. A inovação pretende concentrar informações relevantes para a análise dos casos por meio de uma ferramenta de gerenciamento visual de informações.

Conheça os vencedores do Ideathon

“O Ideathon é um exemplo de proposta autônoma e independente que chama atenção para a reflexão que o magistrado tem muito a contribuir no desenvolvimento de melhorias do sistema de Justiça a partir da sua vivência no dia a dia de trabalho”, pontuou Renata Gil, que afirmou ainda estar orgulhosa dos resultados da competição e se disse muito feliz com as ideias que saem do papel.

O diretor do AMB Lab, Ângelo Vettorazzi, considera que a competição promoverá renovação no Poder. “O Ideathon proporcionou à magistratura a apresentação de ideias inovadoras no âmbito da violência doméstica e familiar. Todos as iniciativas são dignas de elogio, em especial as vencedoras”. O magistrado finaliza: “As escolhidas serão apresentadas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como contribuição da magistratura para o combate a esse tipo de violência”.

Os critérios utilizados pela comissão julgadora para escolher o vencedor incluíram potencialidade de inovação, eventuais custos de implementação e impactos para o Judiciário com o desenvolvimento da ideia apresentada, eventual usabilidade do insight tecnológico e facilidade de implantação.

Integram a comissão julgadora sete mulheres que atuam no sistema de Justiça, são elas:

  • Renata Gil – presidente da AMB e da comissão julgadora;
  • Tânia Reckziegel – conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e coordenadora do Grupo de Trabalho do órgão para elaboração de estudos e propostas visando ao combate à violência doméstica e familiar contra a mulher;
  • Maria Domitila Prado Manssur – diretora da AMB Mulheres;
  • Keity Saboya – vice-diretora do AMB Lab;
  • Salete Silva Sommariva – presidente do Colégio de Coordenadores das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar dos Tribunais de Justiça Estaduais (Cocevid);
  • Barbara Livio – presidente do Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonavid);
  • Maria Cristiana Simões Amorim Ziouva – procuradora regional da República e coordenadora-adjunta do Grupo de Trabalho do CNJ para elaboração de estudos e propostas visando ao combate à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Júlia Rodrigues (ASCOM)

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