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Artigo de Renata Gil compõe obra sobre a presença feminina em órgãos protetores da democracia

A primeira mulher a presidir a AMB fala dos desafios das mulheres para alcançarem espaços nas esferas decisórias

 

“Os Desafios da Mulher na Política e no Judiciário” é o tema do artigo de autoria da presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Renata Gil, publicado no livro “Democracia: Substantivo Feminino”, da ex-ministra chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Gracie Mendonça. A obra reúne reflexões e análises acerca da sempre atual temática da democracia sob a perspectiva de mulheres representantes dos mais diversos setores da sociedade.

De acordo com Renata Gil, apesar de conquistas significativas, há barreiras a serem rompidas para que as mulheres conquistem voz e espaço, inclusive, em ambientes quase que exclusivamente ainda ocupados pelo sexo masculino, a exemplo dos cargos de comando, tanto na iniciativa pública como na privada.

“A inclusão das mulheres nas esferas decisórias é um exercício de evolução republicana. Quando se pretende aferir o desenvolvimento social de um país, um dos critérios a ser considerado é o espaço que essa nação dá para a presença feminina no poder”, afirmou.

A participação de Renata Gil no livro é duplamente significativa. Ela foi a primeira mulher a ocupar a presidência da Associação dos Magistrados do Rio de Janeiro (AMAERJ), a disputar as eleições da AMB e estar à frente da maior entidade representativa da magistratura do mundo – hoje, a AMB conta com mais de 14 mil associados.

No cargo que ocupa, tem promovido ações que fomentam a reflexão e a mudança de cenário da presença feminina no Judiciário, que ainda é de pouca expressividade. De acordo a pesquisa “Quem Somos. A Magistratura que Queremos”, feita pela AMB em parceria com a professores Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), o percentual de 36,7% de magistradas na primeira instância, cai para 21% na segunda, e para 9,1% nos tribunais superiores.

“Não podemos nos calar nem ficar inertes à realidade que precisa ser mudada, com urgência, no sentido de não mais tratar com desigualdade aqueles que são, do ponto de vista jurídico, absolutamente iguais”, finalizou a presidente Renata Gil.

O livro conta com a colaboração de outras mulheres que compartilham experiências e percepções em torno dos avanços democráticos conquistados ao longo da história recente. Entre elas: Maria Cristina Irigoyen Peduzzi (magistrada), Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha (magistrada), Ana Lúcia Arraes de Alencar (jurista), Mara Gabrilli (senadora); Janete Vaz (empresária); Maria Nazareth Farani Azevêdo (diplomata), Claudia Politanski e Leila Melo (executivas de instituições financeiras), além de outros nomes nacionais e internacionais.


Daiane Garcez (Ascom)

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