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 Ao lançar Sinal Vermelho em Minas, Renata Gil diz que o objetivo é criar política pública nacional de proteção à mulher

A presidente da AMB, Renata Gil, lançou na manhã desta segunda-feira (27) a campanha Sinal Vermelho contra a violência doméstica em Minas Gerais. É o quinto estado a receber a campanha idealizada pela entidade e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O evento também contou com a presença de diversas autoridades.

Renata Gil defendeu que o governo federal crie metas claras e objetivos definidos para a redução da violência. Agradeceu a presença das vereadoras e prefeitas que participaram da live por ajudar a capilarizar a campanha para cidades pequenas. De acordo com ela, este é o caminho para a ampliação do projeto.

“Nós pensamos em um modelo de denúncia que fosse o mais simples possível. Escolhemos um sinal que fosse inequívoco, forte, marcante e apresentado em um estabelecimento que tivesse aberto em todos os lugares durante a pandemia, em um ambiente neutro, onde as mulheres se sentissem mais confortáveis para denunciar”, disse.

A conselheira do CNJ Maria Cristiana Ziouva também participou da videoconferência e se colocou à disposição em apoiar as prefeituras. Ressaltou a necessidade de intimidar os agressores: “É necessário que o agressor saiba que uma atitude violenta dele contra a mulher vai ter uma resposta firme. O Poder Judiciário está envolvido desde a criação da campanha. Agora, o agressor vai perceber que a mulher não está mais sozinha”.

A deputada federal Greyce Elias (Avante-MG) coordenou o evento. Concordou com Renata Gil sobre a nacionalização da campanha e pediu que as autoridades presentes ajudassem a divulgar o Sinal Vermelho pelo Brasil.

“As prefeitas, vereadoras e membros das comissões da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) têm o potencial de ser nossas porta-vozes nos municípios. Nosso objetivo é fazer o ”X” vermelho conhecido na comunidade”, disse.

Assista a gravação da live aqui.

O que tem sido feito

Em março de 2020, o governo do estado lançou o programa MG Mulher que conta com um “aplicativo” de suporte às vítimas de violência doméstica. Ele monitora os homens investigados pela Lei Maria da Penha que utilizam tornozeleira eletrônica. Também fortalece e amplia a rede de apoio às vítimas.

Para Renata Gil, iniciativas como esta associadas à campanha “Sinal Vermelho” vão salvar vidas e devem ser espalhadas pelo Brasil.

Sinal Vermelho
Para denunciar uma agressão, basta a mulher desenhar um “X” na mão e exibi-lo a um farmacêutico ou atendente. Assim, a vítima poderá receber auxílio e acionar as autoridades. A ação já conta com a participação de mais de 10 mil farmácias no país.

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