Associação dos Magistrados Brasileiros
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AMB premia magistrados vencedores do concurso nacional de literatura

Foto: Guilherme Kardel

Em comemorações aos 70 anos da AMB, a entidade premiou nesta quarta-feira (11), em Brasília (DF), os vencedores da primeira edição do Prêmio Nacional de Literatura para Magistrados realizado pela AMB, em parceria com a Academia Paulista de Letras (APL). O desembargador Helio David Vieira Figueira dos Santos, de Florianópolis (SC), foi laureado em primeiro lugar, com a obra O coveiro Valdemar. Os magistrados Roberto Basilone Leite, também de Florianópolis (SC), e Getúlio Marcos Pereira Neves, de Vila Velha (ES) foram os vencedores nas categorias poesia e crônicas, respectivamente.

O Prêmio Nacional de Literatura para Magistrados – poesia, crônica e conto – teve participação de mais de 140 juízes e desembargadores, dos quais 40 obras foram selecionadas, entre as premiadas e menções honrosas, e indicados para publicação no livro “Direito e Literatura – 70 anos da AMB”, que foi apresentado e distribuído aos presentes.

O presidente da AMB, Jayme de Oliveira, ressaltou o sucesso do prêmio e agradeceu a parceria com a Associação Paulista de Letras e a comissão organizadora, em nome do magistrado Kéops de Vasconcelos Amaral, secretário-adjunto de Cultura da AMB. Devido a importância da iniciativa, disse ter esperança que o concurso perpetue nas próximas gestões.

Kéops Amaral, por sua vez, expressou agradecimento em participar da organização do prêmio, que surpreendeu pelo número de inscritos. “Deixo aqui uma provocação, no sentido de que cada estado e associação local desenvolvam eventos culturais, em qualquer modalidade de arte. Para nós que vivemos dedicados à Magistratura, a arte é uma válvula de escape para o estresse”, salientou.

Prêmio
Para a seleção das poesias, crônicas e contos premiados, a Academia Paulista de Letras nomeou para o corpo de jurados os escritores acadêmicos Anna Maria Martins e Mafra Carbonieri, o escritor e ex-presidente da União Brasileira de Escritores, Joaquim Maria Botelho.

A Comissão Organizadora foi formada pelo presidente da AMB, Jayme de Oliveira, e pelo secretário-adjunto de Cultura da AMB, Kéops Amaral, respectivamente, com o trabalho executivo de Antonio Clementin, produtor literário autorizado pelas duas instituições parceiras no projeto.

*Confira abaixo a lista dos vencedores e das menções honrosas por categoria

POESIAS INDICADAS PELA COMISSÃO DE JURADOS, para publicação no livro “Direito e Literatura – 70 anos da AMB”:

1- Nação, do juiz Antonio Luiz Cunha, de Barreiras (BA)
2- Sulcos, do juiz Diego Cassiano Lorenzoni Carbone, de São Borja (RS)
3- Transverso, do juiz Maurício da Rosa Ávila, de Tapes (RS)
4- Senzala, do juiz Fernando José Armando Ribeiro, de Belo Horizonte (MG)
5- Sonho de juiz, do juiz Teomar Almeida de Oliveira, de Bonfim (BA)
6- O sonho acabou, do juiz Valmir Graciano, de Curitiba (PR)
7- Minha pele, do desembargador Luiz Felipe Siegert Schuch, de Florianópolis (SC)
8- Ela, da juíza Lívia Maria Mattos Melo Lima, de Maceió (AL)
9- A liberdade, do juiz Paulo Luciano Maia Marques, de Natal (RN)
10- A lama, do juíza Ara Cárita Muniz da Silva Mascarenhas, de Recife (PE)

MENÇÕES HONROSAS:
Desembargador Reinaldo Portanova, de Belo Horizonte (MG), com a poesia Ser simples.
Juiz Adelino Augusto Pinheiro Pires, de Pancas (ES), com a poesia O mar.
Desembargador Luis Gustavo Grandinetti Castanho de Carvalho, do Rio de Janeiro (RJ), com a poesia O jarro chinês.

PREMIADOS:
– Juíza Rachel Adjuto Bontempo Brandão, de Brasília (DF), que obteve a premiação de terceiro lugar, com a obra A resposta do menor infrator.
– Juiz Geraldo Peixoto de Luna, de Londrina (PR), que foi premiado em segundo lugar, com obra Facetas da sociedade.
– Desembargador Roberto Basilone Leite, de Florianópolis (SC), autor da obra O verso da lei, laureado com o primeiro lugar na modalidade de poesia do Prêmio Nacional de Literatura para Magistrados.

CRÔNICAS INDICADAS PELA COMISSÃO DE JURADOS, para publicação no livro “Direito e Literatura – 70 anos da AMB”:

1- Era feliz e não sabia, da juíza Denise Damo Comel, de Ponta Grossa (PR)
2- Fé na justiça, do juiz Eduardo Buzzinari Ribeiro de Sá, do Rio de Janeiro (RJ)
3- Carta para Cícero, da juíza Gabriela da Conceição Rodrigues, de Jundiai (SP)
4- Sobre Deus e dor, do juiz Waltides Pereira dos Passos, de Goiânia (GO)
5- A estátua, do juiz Wilson Safatle Faiad, de Goiânia (GO)
6- Concentrada, da juíza Thielly Dias de Alencar Pithan e Silva, de Rio Negro (MS)

MENÇÕES HONROSAS:

1- Desembargadora Genacéia da Silva Alberton, de São Leopoldo (RS), com a crônica Procurando as batatinhas.
2- Juíza Olga Vishnevsky Fortes, de São Paulo (SP), com a crônica A luta.
3- Juíza Elizabeth de Fátima Nogueira Calmon de Passos, de Curitiba (PR), com a crônica O anel que tu me deste.

PREMIADOS:
Juiz Robledo Matos Alves de Morais, de Promissão (SP), que obteve a premiação de terceiro lugar, com a obra Tio Antonio.
Juiz André Gonçalves Fernandes, de Campinas (SP), que foi premiado em segundo lugar, com a obra Ladrão de livros.
Juiz Getúlio Marcos Pereira Neves, de Vila Velha (ES), que foi premiado em primeiro lugar, com a obra A ficção em cada processo.

CONTOS INDICADOS PELA COMISSÃO DE JURADOS, para publicação no livro “Direito e Literatura – 70 anos da AMB”:
1- A verdade silenciosa do verdugo, do desembargador Newton Luís Medeiros Fabrício, de Porto Alegre (RS)
2- A espera, do juiz Francisco Jorge Gemaque Coimbra, de Belém (PA)
3- A aposta, do juiz Luiz Carlos Kopes Brandão, de Macapá (AP)
4- E-vida, da juíza Danielle Martins Cardoso, de São Paulo (SP)
5- Deserção, do desembargador Delmar Hochheim, de Porto Alegre (RS)
6- Frio, do juiz Pedro Flory Diniz Nogueira, de Juara (MT)

MENÇÕES HONROSAS:
1- Desembargador Erson Teodoro de Oliveira, de Valinhos (SP), com o conto Pontius.
2- Juiz Rui Guilherme de Vasconcelos Souza Filho, do Macapá (AP), com o conto Chapeuzinho Preto e o Lobisgay.
3- Juiz José Ribamar Dias Junior, de São João Batista (MA), com o conto O louco.

PREMIADOS:
Desembargador Durval Aires Filho, de Fortaleza (CE), que obteve a premiação de terceiro lugar, com a obra Naus frágeis.
Juiz Vanilson Rodrigues Fernandes, de Belém (PA), que foi premiado em segundo lugar, com a obra O informaticídio.
Desembargador Helio David Vieira Figueira dos Santos, de Florianópolis (SC), que foi laureado em primeiro lugar, com a obra O coveiro Valdemar.

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