Sinal Vermelho e Nós por Elas foram apresentadas em comemoração ao Dia Internacional das Juízas (10)

 

As práticas da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) para combater a violência contra a mulher e promover a equidade de gênero foram destaques no evento internacional do Banco Mundial (BIRD), realizado na última quinta-feira (10) para a Diretoria de Gênero da instituição. As campanhas - "Sinal Vermelho" e "Nós por Elas"- foram usadas como exemplo a ser difundido em todo mundo.Representando a AMB, a presidente Renata Gil contou toda a história da Campanha Sinal Vermelho de combate à violência doméstica, pela qual a vítima faz um x vermelho na palma da mão e mostra o desenho para pedir socorro. Por meio de parcerias, diversas instituições públicas e particulares se capacitaram para acolher as mulheres. “A campanha hoje é realidade. É uma política pública no Brasil e é Lei em 20 dos 27 estados brasileiros”, comentou para os participantes.Outra iniciativa da AMB que foi destacada durante o evento foi a campanha Nós por Elas, voltada a resgatar e acolher magistradas e familiares do Afeganistão, logo após o regime Talibã retomar o poder. As juízas estavam sob ameaça tanto por serem mulheres como por terem condenado membros do grupo extremista. “Foi um projeto que envolveu mais de 40 pessoas, uma grande corrente solidária se formou em torno do plano de ação. A solidariedade global é a solução vital para garantir as relações sociais necessárias a manter o sentido de Justiça”, detalhou a coordenadora da Escola Nacional da Magistratura (ENM) Marcela Bocayuva."A AMB tem sido fundamental para trazer ao Brasil juízas do Afeganistão quando o país enfrentou grandes turbulências em agosto e setembro do ano passado no âmbito do programa ‘Nós por Elas’. Essa iniciativa humanitária foi um incrível exercício de solidariedade internacional entre mulheres juízas de países distantes", afirmou Isabella Micali Drossos, advogada sênior no Banco Mundial e uma das organizadoras do evento.DESIGUALDADEDurante o evento, a presidente Renata Gil afirmou que a igualdade ainda é um desafio para a Justiça brasileira. “A pauta de gênero para mim é especialmente muito relevante porque no Brasil a gente tem apenas 38% de magistrados do sexo feminino, apesar de cerca de 52% da nossa população ser composta por mulheres. A igualdade ainda é um desafio, mas espero que essa minha representação sirva de exemplo para reduzir esse lapso de desigualdade”, afirmou.

 

Daiane Garcez (Ascom)

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