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Renata Gil palestra sobre as conquistas das mulheres no CJF

A vice-presidente Institucional da AMB e presidente da Amaerj, Renata Gil, participou nesta quinta-feira (16), na sede do Conselho da Justiça Federal (CJF), em Brasília, da mesa de debates sobre o poder decisório e ocupação de espaços institucionais das magistradas durante painel do 1º Curso “A Mulher Juíza: desafios na carreira e atuação pela igualdade de gênero”. O evento, promovido pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira (Enfam), Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat), conta com o apoio da AMB, Ajufe e da Anamatra.

Em seu pronunciamento, a vice-presidente Institucional da AMB contextualizou a participação e as conquistas das mulheres no Poder Judiciário e questionou as participantes sobre o que as magistradas podem fazer para mudar a realidade.

Renata Gil também abordou dados da pesquisa da AMB “Quem Somos: A Magistratura que queremos” no que se refere ao preconceito de gênero na carreira. Segundo o estudo, 17% dos juízes entrevistados afirmaram ter sofrido discriminação por questão de gênero no ambiente de trabalho, entre os desembargadores o índice é de 7% e com os ministros de Tribunais, 12%.

A vice-presidente Institucional foi a coordenadora-adjunta da sondagem e, segundo ela, ainda é necessário ampliar os questionamentos sobre as questões de gênero. “Gostaríamos de ter avançado mais na questão qualitativa da pesquisa, mas como a média de tempo para respostas já era alta, decidimos por abordar num primeiro momento, apenas os temas que foram colocados. Mas pela capilaridade da AMB, a gente tem condições de fazer uma pesquisa qualitativa para além da questão da discriminação”, explicou.

A juíza também pontuou três desafios relacionados a participação feminina na carreira do judiciário. “O primeiro seria quebrar as barreiras invisíveis que nós ainda não identificamos, e as pesquisa são importantes por isso. O segundo é motivar as mulheres que ocupam lugar de liderança, e o terceiro, que fica de reflexão para todas nós, é de como podemos garantir as melhores condições para que as mulheres exerçam suas funções de liderança, ou apenas a condução das suas varas junto a administração dos tribunais”. Neste último ponto, a magistrada lembrou do trabalho que a AMB realiza com a questão das mulheres que possuem filhos especiais e que tem a necessidade de deslocamento territorial porque precisam acompanhar o tratamento dos filhos, bem como as que aguardam permuta para melhor convívio com a família e apoio.

Além da representante da AMB, participaram dos debates a vice-presidente da Anamatra, Noêmia Porto, e a vice-presidente da Ajufe, Patrícia Helena Daher Lopes Panasolo. A mesa foi coordenada pela Conselheira do CNJ e Coordenadora do Comitê Interinstitucional para os ODS/CNJ, Maria Tereza Uille Gomes, todas integrantes do Grupo de Trabalho instituído para elaboração de estudos para o cumprimento da Resolução CNJ 255/2018, que institui a Política Nacional de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário.
A integrante da Secretaria de Assuntos Institucionais da AMB, e membro da Comissão Científica da pesquisa “Quem Somos”, juíza Michelini de Oliveira Dantas Jatobá, também acompanhou o evento.

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