Associação dos Magistrados Brasileiros
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Magistrados de todo o País participam de curso da Gestão da Emoção

Em uma iniciativa inédita, a AMB promove o primeiro curso de Gestão da Emoção para Magistrados com o escritor e psiquiatra Augusto Cury, autor da Teoria da Inteligência Multifocal e mais de 50 livros publicados em 70 países. A capacitação, com apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), teve início nesta quinta-feira (08), no hotel Transamérica, em Ribeirão Preto (SP), para um grupo de centenas de magistrados e servidores de associações filiadas à AMB e tribunais de todo o Brasil.

“Nossa maior motivação foi a preocupação com a saúde mental dos colegas. Vemos a grande quantidade de licenças médicas dos magistrados, deixando de trabalhar e viver a vida por conta de pressão e pouca saúde emocional. Por isso, o presidente Jayme pensou neste curso com muito carinho. Vamos cuidar da nossa saúde para que possamos também cuidar melhor da sociedade e das pessoas que estão por trás dos processos que decidimos”, frisou Julianne Marques, vice-presidente de Direitos Humanos da AMB, representando a Associação no encontro.

Na palestra de abertura, Augusto Cury abordou como o gerenciamento do pensamento e das emoções, e não o controle deles, pode evitar o que chamou de “cárceres mentais” ou “janelas killers”, que prejudicam a saúde mental e podem levar a problemas como ansiedade e depressão. “No cérebro humano, há mais cárceres do que na cidade mais violenta do mundo”, disse. Segundo ele, é possível interromper o curso do carro, mas nunca dos pensamentos. “A tentativa de interrupção já é um pensamento”, afirmou.

O escritor alertou para o fato de a humanidade estar adoecendo rápida e coletivamente. “Uma em cada duas pessoas, cedo ou tarde, vai desenvolver problemas psiquiátricos.” E convidou todos os presentes a serem alunos e não espectadores passivos. “Vou provocá-los durante todo o processo. Quem já escreveu a sua biografia? Na verdade, todos vocês já escreveram. Nas páginas dos seus cérebros. O registro na memória é automático e involuntário. Cada pensamento lúcido é registrado. Cada pensamento estúpido, também.” Ele finalizou dizendo que “há centenas de milhões de escravos vivendo em sociedades livres. Elas são democráticas na Constituição, mas não no território da emoção.”

Sobre a parceria entre o Instituto Augusto Cury e a AMB, ele disse que a magistratura, bem como o Ministério Público, tem importância vital para a saúde e a estabilidade da sociedade civil. “Sem um Judiciário saudável, a sociedade não pode ser saudável. Mas, infelizmente o nível de estresse dos magistrados é altíssimo. Tanto pela quantidade de processos, no Brasil mais do que a média, quanto pela intensidade dos fenômenos conflitantes que ocorrem no Judiciário”. E completou: “nesse sentido, vejo uma preocupação impressionante do Jayme com o tema e, por isso, acabamos por usar a Magistratura como primeiro grupo de profissionais que vão se tornar embaixadores desse programa. Esperamos que em pouco tempo tenhamos milhares de embaixadores motivados para dar o melhor de si para que tenhamos não apenas uma nação brasileira, mas uma humanidade mais feliz, generosa altruísta e solidária.”

Na parte da tarde, os participantes se dividiram em grupos para trabalhar a gestão dos pensamentos e administração das emoções, sob a coordenação de Augusto Cury. O encontro segue até a sexta-feira (09). A imersão de 20 horas habilita os participantes a aplicarem o conteúdo do programa, para que possam capacitar cursistas e conhecerem os bastidores da mente humana, promovendo e desenvolvendo a inteligência emocional.

Participam do curso os presidentes de associação: Silvio César Maria (Amepa), José Herval Sampaio (Amarn) e Edmundo Franca (Amajum). Também estavam presentes a diretora de pensionistas da AMB, Haydee Mariz, a vice-presidente da Ameron, Inês Moreira da Costa, o Conselheiro do CNJ, Valtércio Ronaldo de Oliveira, entre outros magistrados e servidores de tribunais.

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