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Justiça Restaurativa é abordada pelo Programa Profissão Repórter, da Rede Globo

O programa Profissão Repórter, da Rede Globo, apresentou na noite dessa quarta-feira (31), projetos de Justiça Restaurativa, Constelação Familiar, Meditação, entre outras práticas, que estão sendo desenvolvidas em diversos estados do Brasil como alternativas da Justiça para resolver os conflitos e para recuperar os presos já condenados.

A Justiça Restaurativa foi apresentada como instrumento de transformação social, pois, para além de suas práticas de resolução de conflitos, como o processo circular e a mediação vítima-ofensor, retratadas no programa, volta-se à conscientização e à atuação coletiva sobre os fatores relacionais, institucionais e sociais motivadores do conflito e da violência, e assim, foi destacada como opção para lidar com a crise no sistema penitenciário.

As práticas restaurativas colocam frente a frente os envolvidos em conflitos de natureza criminal, infracional ou civil, tanto as partes diretamente envolvidas, como também a comunidade direta ou indiretamente atingida pelo fato. Os representantes de serviços da rede de garantia de direitos, com o apoio de facilitadores especialmente capacitados para tanto, buscam, a partir do diálogo e da reflexão, proporcionados por técnicas próprias, a reparação dos danos, o atendimento de necessidades, a construção de responsabilidades individuais e corresponsabilidades coletivas pelo ocorrido e pelo futuro, bem como, a reconexão das relações pessoais, familiares e sociais rompidas pelo conflito. Segundo a reportagem, em 2017, 1.612 processos foram encaminhados para a Justiça Restaurativa de Brasília e os três tipos de crimes mais comuns foram ameaça, injúria e lesão corporal.

Ao mostrar um outro exemplo que é realizado em Tatuí (SP), foi destacado que um dos objetivos da Justiça Restaurativa é interromper o ciclo de violência entre os adolescentes antes que eles cometam crimes graves. O secretário de Justiça Restaurativa da AMB, Marcelo Salmaso, explicou que a ideia do processo circular apresentado é que as pessoas possam contar, umas às outras, seus processos de vida, de maneira que a pessoa que cometeu o ato danoso perceba que todas têm histórias difíceis, mas dão outras soluções que não por meio da violência e da transgressão.

Assista ao programa.

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