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Assessoria de Comunicação Amaerj
26.07.2010
Abaixo-assinado nacional pela aprovação da PEC 46/08 será coletado no dia 2 de agosto, na sede da Amaerj

A Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Amatra) da 1ª Região e a Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj) lançam oficialmente, dia 2 de agosto, uma campanha para coletar assinaturas em defesa da aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 46/08, que restabelece a aposentadoria integral para os magistrados. Mais de 20 associações de magistrados são aguardadas para o evento. Os ex-presidentes da AMB Rodrigo Collaço, Cláudio Baldino Maciel e Luís Fernando Ribeiro de Carvalho já confirmaram presença.
A coleta de assinaturas ocorrerá no auditório da Amaerj, que fica na sede do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.
A campanha prevê o manifesto “Mobilização Pela Aposentadoria” – a ser entregue no Senado com as assinaturas de magistrados de todo o país. No documento, os magistrados defendem que “a questão previdenciária é uma das mais cruéis facetas dos inúmeros ataques que a magistratura brasileira sofreu nos últimos anos, advindos de uma campanha que, misturando desinformação e deturpações, busca amesquinhar o Judiciário”.
A participação da magistratura é indispensável para testemunhar a união e a determinação da categoria na luta pela reconquista das prerrogativas que, em última análise, visam à garantia do próprio Estado Democrático de Direito.
Para o presidente da Amaerj, desembargador Antonio Cesar Siqueira, o evento valerá para mostrar ao Brasil a capacidade dos magistrados de se mobilizarem em torno de questões que dizem respeito diretamente à independência do Poder Judiciário. Siqueira será o coordenador da campanha de coleta de assinaturas no Estado do Rio de Janeiro.
Estudo encomendado pela Amaerj demonstra que o total das contribuições pagas no período de 35 anos por um servidor garante o equivalente a 2,5 aposentadorias integrais. O cálculo considera a sobrevida provável de 20 anos, tomando como base a longevidade média dos brasileiros, de 72 anos.
Sobre o salário dos magistrados incidem a contribuição patronal, de 22%, e a pessoal, de 11%, totalizando 33%. Vale lembrar que, após a aposentadoria, o recolhimento continua. O capital resultante do recolhimento na ativa, aplicado em caderneta de poupança, soma R$ 6,5 milhões. Tal valor, com juros de 0,5%, propicia renda superior a R$ 32 mil por mês, sem contar a correção monetária. Uma ressalva: o salário de referência utilizado no estudo foi de R$ 10 mil, ou seja, bem menor do que o valor médio de toda a trajetória profissional de um juiz, desde o início da carreira até a função de desembargador nos Tribunais de Justiça.
Segundo o desembargador Antonio Cesar Siqueira, “não se pode confundir o caráter retribuitivo da Previdência com o caráter distributivo do Imposto de Renda”.
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