Palavra do Presidente

Prezados (as) colegas,

A Justiça brasileira tem, a cada dia, ganhado importância e interesse dos mais diversos setores da sociedade, seja em razão do seu papel na condução de processos judiciais de grande relevância para o país, seja em face dos modernos questionamentos sobre o sistema de justiça brasileiro, seu funcionamento e eficiência.

Percebe-se um crescente aumento do interesse de outros atores sociais, que não os juízes e advogados, sobre o funcionamento e os objetivos dos sistemas jurídicos, tais como sociólogos, antropólogos, economistas, cientistas políticos, psicólogos, jornalistas, entre outros.

Hoje, os cidadãos não buscam na pessoa do magistrado apenas aquele que irá solucionar o conflito individual, mas igualmente o de conciliador, pacificador e até mesmo o de agente de políticas públicas. Atualmente, os juízes, desembargadores e ministros tornaram-se uma referência para o indivíduo, traduzida numa demanda moral, de um dizer oficial do que é certo ou errado.

Todavia, o crescente interesse pelo Judiciário como instrumento de solução de conflitos sociais tem gerado um significativo e progressivo aumento das ações judiciais em todas as instâncias da Justiça, de modo a torná-lo lento e ineficaz, passando a ser objeto de críticas públicas e tentativas de reformas para que possa cumprir adequadamente seu objetivo.

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), com seus 14 mil membros dos mais diversos segmentos da Justiça, realiza nos dias 29 a 31 de outubro de 2015, na cidade de Rio Quente (GO), o XXII Congresso Brasileiro de Magistrados com o objetivo de debater e refletir sobre esses novos desafios apresentados ao Judiciário brasileiro.

Com o tema central “O Poder Judiciário e a Consolidação da Democracia: O Papel da Justiça na Sociedade Contemporânea”, o congresso pretende promover uma ampla discussão sobre temas que envolvem a Justiça e seu papel na vida dos cidadãos. Para tanto, o evento vai contar com palestras, painéis e mesas-redondas.

Personalidades brasileiras e internacionais vão falar, entre outras questões, sobre a democratização do sistema de Justiça; ações coletivas e o excesso de litigância no Brasil; direitos humanos; valorização da magistratura; formas alternativas de solução de conflitos; desafios para o Judiciário na sociedade contemporânea; o novo Código de Processo Civil (CPC); processo penal e sistema penitenciário; a percepção da sociedade sobre a Justiça; e experiências na aposentadoria da magistratura.

A intenção é reunir um número bem diversificado de personalidades do mundo jurídico e especialistas de outras áreas – como jornalistas, antropólogos e sociólogos – para discutir esse novo sistema de Justiça da contemporaneidade.

A sua participação é essencial para o sucesso desse evento. Contamos com sua presença!

Um abraço,
João Ricardo Costa
Presidente da AMB

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