Associação dos Magistrados Brasileiros
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AMB investe na qualidade de vida dos magistrados

Prioridade para a AMB, a defesa das causas da Magistratura vai além dos tribunais.  Alertas como o número crescente de juízes e desembargadores que sofrem de depressão, estresse, crises de pânico e ansiedade, entre outras condições correlatas, mostram que a saúde emocional dos associados também necessita atenção.

De acordo com levantamento divulgado no ano passado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre a saúde de magistrados e servidores do Poder Judiciário nacional, os transtornos mentais e comportamentais são a quarta principal razão do absenteísmo registrado na carreira, com 11,1% dos casos (precedidos apenas por ausências para realizar consultas ou exames; doenças do sistema osteomuscular; e do aparelho respiratório). A pesquisa mostra, ainda, que a Justiça Estadual foi o ramo com maior percentual desse tipo de problema, com 13% do total. O objetivo do estudo é uma melhor visualização das potenciais áreas de atuação dos programas e ações voltados à promoção da saúde física e mental dos servidores e magistrados.

Um exemplo da importância do cuidado com o bem-estar é a juíza substituta Ana Carolina Barbosa Pereira, do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA). Ela havia pedido exoneração por sofrer recorrentes crises de pânico e desistiu após o suporte imediato concedido pela AMB e pela Associação dos Magistrados do Estado do Pará (Amepa). “Depois de protocolar meu pedido, recebi incondicional apoio da Amepa e da AMB, pedindo que eu pensasse e, se fosse o caso, que me licenciasse antes de decidir”, revelou. Ela explicou, ainda, que mesmo amando o que faz, é necessário colocar a saúde em primeiro lugar. “Meu grito foi ouvido. Minha dor foi sentida por todos. Preciso de ajuda e decidi aceitar para depois efetivar ou não a minha decisão inicial”, complementou.

Iniciativa

Atenta a problemas como esse, a AMB promoverá o Curso Gestão da Emoção com o doutor em Psicanálise Augusto Cury, autor da Teoria da Inteligência Multifocal. A iniciativa, que conta com o apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrerá nos dias 8 e 9 de novembro, em Ribeirão Preto (SP) e terá foco em estudos sobre o funcionamento da mente humana, seus aspectos subjetivos, a influência sobre a saúde emocional e os relacionamentos sociais, favorecendo a qualidade de vida dos participantes.

O presidente da Associação, Jayme de Oliveira, enviará ofício aos presidentes de todos os tribunais – estaduais, trabalhistas, federais, militares, entre outros – e de associações para que indiquem ao menos duas pessoas para participar do curso, sendo um juiz e um servidor, preferencialmente psicólogo.

“O objetivo é a formação de quadros nos tribunais com familiaridade e preparo para lidar com o assunto. Assim, a partir da identificação dos sinais de transtornos psiquiátricos sérios, a equipe entra em ação. E é papel da Associação cuidar dos associados, desses problemas psicológicos advindos do mundo moderno”, explicou.

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